O Acordo de Paris é uma convenção global ratificada por 196 países durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) em 2015, com o objetivo de enfrentar os desafios das mudanças climáticas . Seu principal propósito é limitar o aumento da temperatura global a menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, buscando uma meta mais ambiciosa de 1.5°C.

Este acordo obriga os países a envidarem esforços para reduzir as emissões de carbono . Um aspeto fundamental do acordo é o quadro que estabelece para a transparência, a colaboração e a responsabilização. Isto implica a definição de regras para o acompanhamento, a comunicação de informações e o reforço dos compromissos climáticos de cada nação ao longo do tempo. Reconhece que ultrapassar um aumento de temperatura de 1.5 °C poderá acarretar graves consequências relacionadas com o clima, tais como secas intensas e chuvas imprevisíveis.

Como funciona o Acordo de Paris?

O Acordo de Paris opera em um ciclo de cinco anos, durante o qual as nações aumentam seus compromissos climáticos. Veja como o processo é estruturado:

1. Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs): A cada cinco anos, os países apresentam uma NDC atualizada, que detalha seus planos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em consonância com as metas do Acordo. Esses planos também abordam medidas para aumentar a resiliência aos impactos das mudanças climáticas.

2. Balanço Global: Este é um mecanismo de revisão regular para avaliar o progresso coletivo. Seu objetivo é inspirar os países a limitar o aquecimento global a 1.5°C. Serve como um ponto de verificação para garantir que as nações estejam no caminho certo e para motivar um maior comprometimento.

3. Estratégias de longo prazo: Além dos ciclos de cinco anos, o Acordo enfatiza a necessidade de os países desenvolverem estratégias de longo prazo. Isso garante um compromisso contínuo com os objetivos do Acordo.

4. Livro de Regras de Paris: Finalizado em 2021, o Livro de Regras de Paris é essencial para o funcionamento do Acordo. Ele fornece diretrizes e procedimentos para os países, garantindo transparência e responsabilização. Por meio deste livro de regras, as nações refinam e aprimoram continuamente suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

A implementação do Acordo de Paris exige profundas transformações culturais e econômicas, orientadas pelas mais recentes pesquisas científicas.

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Quais são os principais aspectos do Acordo de Paris?

O Acordo de Paris, que serve como a decisão mais importante na luta contra as mudanças climáticas, está focado nos seguintes aspectos:

1. Objetivo de Temperatura a Longo Prazo (Artigo 2) : O objetivo é manter o aumento da temperatura global bem abaixo de 2°C, sendo a meta um aumento de 1.5°C.

2. Metas Globais de Emissões (Artigo 4): As Partes trabalham para atingir o pico das emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível, reconhecendo que os países em desenvolvimento podem levar mais tempo. Até o final deste século, o objetivo é equilibrar as emissões com sistemas de absorção.

3. Mitigação (Artigo 4): Todas as Partes concordam em apresentar uma Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) a cada cinco anos, descrevendo suas estratégias de redução de emissões. Cada NDC busca superar os esforços anteriores.

4. Sumidouros e Reservatórios (Artigo 5): Recomenda-se às Partes que protejam e melhorem os sumidouros e reservatórios de gases de efeito estufa, como as florestas.

5. Cooperação Voluntária/Abordagens Baseadas no Mercado e Não Baseadas no Mercado (Artigo 6): O Acordo incentiva a cooperação voluntária entre as nações, com foco em técnicas de redução de emissões transparentes e responsáveis.

6. Adaptação (Artigo 7): Foi estabelecido um objetivo global para fortalecer a resiliência e a capacidade de adaptação. Todas as nações contribuem para as atividades de adaptação, incluindo a implementação de Planos Nacionais de Adaptação e atualizações periódicas das estratégias de adaptação.

7. Perdas e Danos (Artigo 8): O Acordo enfatiza a importância de lidar com as perdas relacionadas ao clima causadas por eventos imediatos e de longo prazo.

8. Apoio financeiro, tecnológico e de capacitação (artigos 9, 10 e 11): O Acordo exige que os países industrializados auxiliem os países em desenvolvimento a alcançar futuros sustentáveis, equilibrando adaptação e mitigação.

O programa promove contribuições voluntárias e exige que os países desenvolvidos apresentem relatórios financeiros bienais. O Fundo Verde para o Clima (GCF) está no centro dessas iniciativas, com forte ênfase na colaboração tecnológica e no desenvolvimento de capacidades nos países em desenvolvimento.

9. Educação, treinamento, conscientização pública, participação pública e acesso público à informação sobre mudanças climáticas (Artigo 12): O Acordo enfatiza a ampliação da educação climática, da conscientização pública, do envolvimento e da acessibilidade à informação.

10. Transparência (Artigo 13) , implementação e conformidade (Artigo 15): Existe uma estrutura sólida para assegurar clareza sobre as atividades e o apoio das Partes, com flexibilidade com base nas suas diversas capacidades. As informações de cada Parte serão analisadas por especialistas internacionais. Existe também um quadro para facilitar a implementação e incentivar a conformidade de forma construtiva e não punitiva, com relatórios anuais à CMA.

11. Balanço Global (Artigo 14): Uma avaliação periódica, com início em 2023 e repetida a cada cinco anos, avaliará o progresso coletivo em direção aos objetivos do Acordo, com base nos dados científicos mais recentes. Os resultados servirão de guia para as Partes aprimorarem seus esforços, aumentarem o apoio e intensificarem o engajamento global.

12. Decisão 1/CP.21: Detalha ações anteriores a 2020, como avaliações técnicas e apoio reforçado. Reconhece as contribuições de partes interessadas não estatais, como empresas, grupos da sociedade civil e governos regionais. Promove a plataforma Zona de Atores Não Estatais para Ação Climática e enfatiza o apoio a iniciativas de comunidades locais e grupos indígenas.

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Elliot é um ambientalista e blogueiro apaixonado que dedicou sua vida a espalhar a conscientização sobre conservação, energia verde e energia renovável. Com formação em ciência ambiental, ele tem um profundo entendimento dos problemas que nosso planeta enfrenta e está comprometido em educar outras pessoas sobre como elas podem fazer a diferença.

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